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Mais
um folheto do Battaglia Deixa
que teu rico vinho repouse Nos
velhos cântaros dos ancestrais Entre
os pilares cinza dos subterrâneos; Que
as teias, lentos trapézios espalhados, Segurem
as traves, os esteios plainados, Decorem
os caibros –
e o silêncio Agora
saia dos muros, envolva teu corpo; Escuta
de novo a ressaca que invade A
beira escura da praia, que arrasta Desejos
e raivas, canções enterradas Nos
jardins misteriosos da noite, Versos
fermentando entre os dedos, Por
trás dos olhos, a formar sons indecisos Na
ponta hesitante da tua língua impura; Espera
que chegue teu irmão, o mais novo, Sorriso
de vitória, que ganhe enfim A
velha partida, o jogo já decidido Dos
dados e das cartas, das grandes rainhas Bicéfalas;
isto, que o tempo consigna Às
ilegíveis páginas do poço – ou do eco Que
lento ainda dele surge –
e te persegue (11/2000) |