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I Hola,
quinientos milliones…
Anda,
levanta; Caminha,
endereça Teus
votos, tua sorte Por
sobre o Alcalá As
nuvens batizam Tua magra velhice:
A água que salva
II
SALÃO
Modorra de arpejos Desfeitos Escorrendo
entre moitas Lustrosas;
espelhos, Águas e mármores falsos À
noite, o velho açúcar de
Elise derramando
do piano
(maio 1997)
E
ameaça, maquina e expõe Artimanha
e artifício – mas não poema, lema apenas
– Logo
responde e opõe; Deste equívoco, –
Vida
unívoca, dúbia – afasta-te Estende
o cansaço por baixo Da mesa roída Observa
o velho que arrasta Seu
mofo, seu curto espaço – e por ti passa Enfim
agradece à noite que volta, Às
sombras impalpáveis, ao vento (Café de Calle Alcalá, 23 de maio de 1997)
Não,
não modula, Anota
– e como dentro dita Vá
significando; O
passo fraco do velho que ousa, Que
olha, rasteja a folha Sobe,
pousa seus ossos entre pedras; O
brilho e o vermelho – de repente O
sinal, o trilho seco do vento; O
teu perceber e ser, dentro da hora Invisível; O
teu espiar O
azul cinzento espalhado A
ausência perfeita O
silêncio O
Não Dito (Santa
Teresa di Gallura, 23/24-07 – 99) |